
Toda vez que vou a São Paulo tento espremer um monte de compromissos no tempinho que passo por lá. E em toda SPFW, além do evento rolando na Bienal, rolam também lançamentos e eventos mil, de marcas que não participam do calendário e aproveitam a presença de todo mundo na cidade pra mostrar as novidades.

E foi assim que fui parar no showroom da Camila Klein! Na verdade, foi pela simpatia da assessora da marca, que fez de tudo para conseguir me receber num horário digno, heheh! Passei por lá logo antes de ir pra Bienal, e foi só começar o tour para o queixo cair… É TUDO LINDO! Assim mesmo, em caps! Fiquei maravilhada com as peças da Camila, que faz acessórios pra todos os gostos: tinham peças com pérolas, outras mais carregadas nas pedrarias, as com inspiração art deco e as mais românticas… Mas todas incríveis, com acabamento perfeito, de encher os olhos mesmo.

A linha que mais gostei é essa aqui embaixo, vocês já viram o anel num dos looks que usei na SPFW (tirei tudo que estava usando e coloquei na hora os presentes, hahah!). Como comentei durante a visita, acho que acessório é quase mais importante que a roupa, gente! Porque se a roupa for mais ou menos, o acessório “levanta”, sabe? Acho que por isso fico bem mais confortável gastando um pouco mais em peças como as dela (porque óbvio, não são baratas!).

Se vocês também gostaram das bijoux, dá pra encontrar as peças em seis lojas próprias, além de várias multimarcas espalhadas pelo país. Eu acho que podia rolar uma loja online, viu Camila?
Ano sim, ano também, Woody Allen nos presenteia com mais um filme seu em cartaz. E, se geralmente os filmes do cineasta não são grandes sucessos de bilheteria, inclusive no Brasil, desta vez a história está sendo um pouco diferente, não sei se por causa da escolha da cidade: Paris, ou dos atores escolhidos: Owen Wilson, Rachel McAdams e Marion Cotillard. Fato é que o filme teve uma excelente bilheteria em seu final de semana de estréia no país!

Woody Allen é um dos meus cineastas favoritos. Já assisti demais, estudei demais e até já dei aula só sobre ele! Hahaha! E o que observo (assim como alguns teóricos que já escreveram sobre o diretor) é que o trabalho de Woody Allen, às vezes, parece ser dividido em fases. No início, eram filmes com humor bem rasgado, com muitas piadas físicas (tipo escorregar em uma banana e cair!) e muitas referências e citações a outros filmes e obras importantes para o diretor. Em seguida, Woody Allen começou a desenvolver um humor mais refinado, mais intelectualizado, preocupado com questões existenciais, mais neurótico e hipocondríaco e essencialmente nova-iorquino, digamos assim! Depois Allen foi aprimorando seu estilo e começou a querer experimentar coisas diferentes, voltando seu foco para o drama. Filmes como “Interiores” e “Hannah e suas Irmãs” são bons exemplos dessa fase do diretor, que acabou não agradando muito ao público…

Então, ele volta a fazer o que faz de melhor, comédias, mas sempre tentando inserir algum elemento mais dramático, como que para fazer o público também refletir e não só rir… Mas o que é muito claro é que Allen parece estar sempre repetindo os mesmos temas, tratando as mesmas questões, contando as mesmas piadas. Como se fosse um trabalho constante e sem fim de aprimoramento dos filmes que ele já fez, mas sempre apresentando novas questões, novos elementos, novas maneiras de se olhar para as mesmas coisas.

Atualmente o cineasta começou a desenvolver uma fase que tenho gostado muito, embora ainda não esteja muito bem definida… Parece que o diretor escolhe uma cidade no mundo que gostaria de filmar e escreve toda uma história de acordo com o que sente daquele país, de acordo com a forma com que enxerga a vida e as pessoas de cada local. Começou com “Match Point”, na Inglaterra. Um filme frio e calculista, dotado inclusive de uma certa falta de esperança e de uma maneira muito objetiva e pouco romântica de se encarar a vida. Depois veio “Vicky Cristina Barcelona”, um filme muito mais colorido, com personagens mais vivos, cheios de emoções e confusões, que não deixam de tirar proveito do que a vida tem de melhor.

E agora com Paris em “Meia-Noite em Paris”, Woody Allen pega toda a aura boêmia, romântica e fantástica da cidade e a transporta tanto para a história que está contando quanto para seus personagens! Mais uma vez todos os elementos dos filmes de Woody Allen estão ali: o humor intelectualizado, uma pitada de hipocondria, citações e referências, relacionamentos conturbados e mal resolvidos, questões existenciais… Mas parece que tudo sob uma ótica diferente, como se o filme tivesse passado por um filtro ou uma lente especial. Uma “lente Paris”, que faz com que tudo tenha um toque diferente, um sabor diferente. E encantador, assim como a cidade.

Não vou contar muito sobre o filme porque acho que a graça é realmente não saber muito sobre ele e ir descobrindo-o aos poucos, aproveitando cada piada, identificando cada referência ou citação, deliciando-se com as imagens e encantando-se cada vez mais com a doce história que se desenrola na telona. E foi assim que sai do cinema: encantada com o filme e com a Paris que Woody Allen me apresentou e já ansiando pelo próximo filme do diretor, ano que vem!
PS: E lógico que sai do cinema ansiando por outras coisas também, tais como ver o filme mais umas três vezes, voltar para Paris o mais rápido possível e ter o armário inteiro da Marion Cotillard! Aliás, sai do cinema querendo SER Marion Cotillard! Hahahah!
Não sei se é efeito da temperatura mais agradável (porque frio ainda não fez aqui em BH!), ou puro cansaço mesmo, mas ando tendo desejos de usar pijamas. Sério. Pijaminhas, de tecido gostooooso, quentinho… Nhammm!

Há algum tempo conheci a 1dos, uma marca que tem um conceito delícia: eles fazem loungewear. Pois é, eu também não entendi de cara o que seria isso, mas fiquei curiosa e fui perguntar pra Beatriz, uma das sócias, que me explicou o que elas (ela e a amiga Raissa) fazem:
O que é loungewear e porque escolheram esse conceito para a 1dos?
O conceito surgiu mesmo pela paixão e vontade de poder fazer algo diferente, melhor. Loungewear é apenas uma classificação, o que fazemos mesmo são feriados! Acreditamos de verdade em uma vida com mais qualidade, como o conforto que um feriado nos traz. Sempre visamos o conforto, a tranquilidade. Para que de alguma maneira, no final de um dia estressante, possamos ter contribuído em pelo menos um instante de alegria.

O que vocês levam em conta na hora de desenvolverem as peças?
Como a ideia é sempre descomplicar e se divertir, as peças são básicas e versáteis. São fáceis de combinar com qualquer peça do guarda roupa e sempre perfeitas pra quase toda ocasião… Chegou do trabalho cansada e vai receber uns amigos ainda? Tem que ir trabalhar mas não está a fim de tudo apertando e desconfortável? Tá de preguiça em casa tem que ir até a padaria e não quer trocar de roupa? A idéia é essa, poder usar de qualquer maneira, levar pra onde você quiser. O jeito de usar é sempre com você, o importante é que esteja satisfeito. Pra gente, não tem essa de certo e errado, existe a sua vontade e aquilo que te faz bem.

Navegando pelo site da marca, a gente encontra um monte de peças com aquela cara de feriado mesmo, bem como ela contou! Tudo bem molinho e confortável, pra usar nos dias de preguiça… Mas todas têm algum charminho, um detalhe que faz com que mesmo básica, a peça seja bacana. Bom feriado pra gente =)
BH costuma virar uma cidade fantasma em feriados, mas por isso mesmo, ADORO! Sem trânsito, sem filas… Sem muita coisa pra fazer também, hahah, mas aí é porque é BH, né? Dessa vez tenho uma sugestão pra quem estará na cidade nos próximos dias:

Entre os dias 24 a 26 de junho, (e também de 28 a 30 de junho), rola o Festival Varilux de Cinema Francês, no Oi Futuro. O festival se propõe a trazer o melhor da produção francesa recente para 22 cidades brasileiras, e agora é a vez de BH. Pois é gente, cinema francês! A gente esquece que existem filmes que não são americanos, né?

Já assisti a “Doces Mentiras”, filme fofinho com Audrey Tautou, na volta pra casa da última viagem (vocês também ignoram que precisam dormir e assistem a um milhão de filmes?? Hahah!) e fiquei bem curiosa para ver “Potiche – Esposa Troféu”, comédia com Catherine Deneuve. Os ingressos custam R$10 (mais barato que o Cinemark em feriado! Hahah!) e a programação completa vocês encontram no site do Festival e do Oi Futuro. Bom filme!