Toda vez que vou a casamentos vejo vários equívocos nos trajes masculinos. Temos a errada mania de achar que qualquer terno serve, qualquer gravata serve… Nossas gafes passam mais despercebidas que os das mulheres porque as cores são sempre sóbrias e tem-se a mania de achar que os homens ‘estão todos iguais’. Mas não é bem assim! Sempre dá pra ficar mais bonito, elegante e melhor: acrescentar pequenos detalhes que trazem interessância. Aproveitei o tapete vermelho do Globo de Ouro pra mostrar um pouco essas diferenças:

Não tem como não começar falando do casal mais famoso né? Ultimamente achava o Brad Pitt bem com cara de envelhecido, usando barba comprida. Lógico que às vezes é pra algum papel, mas ontem estava com cara bem mais jovial. Usando um smoking de três peças ajustado ao corpo, lapela estreita, 1 botão só, gravata borboleta no tamanho ideal (nem grande, nem pequena demais). O cabelo comprido, que poderia ter ar de desleixo, foi penteado, arrumado e trouxe um ar ‘cool’, junto da bengala. E de mãos dadas com Angelina, precisava mais alguma coisa?

Apesar de costumes mais justos ao corpo caírem melhor, cuidado pra não usar juuusto demais e ficar como o Jesse Tyler Ferguson, de Modern Family. Veja como a roupa o deixou com aparência de mais gordo! E a gravata no mesmo tom da camisa não ajudou… Dá pra ser gordinho e se sair bem, assim como o companheiro do Jesse em Modern Family, Eric Stonestreet: estava muito bem vestido e me pareceu mais magro do que o vejo normalmente.

Outro casal que sempre invejo é Josh Brolin e Diane Lane. É impressionante o tanto que eles envelhecem bem! Pra mim o Josh foi o melhor exemplo de uso da gravata: é skinny, sem ser ‘too skinny’, com um nó impecável e preta, seguindo o padrão exigido pelo black tie. Quer um exemplo de gravata muito fina? David Duchovny. Em um adolescente ou jovem (tipo a turma de Glee), esse look cairia super bem, mas nele não. O paletó aberto e a gravata muito fina deixou tudo muito informal e jovem demais pra um homem da idade dele. Dá pra perceber bem clara a diferença entre ele e o Josh Brolin, né?

Agora, existem algumas coisas que devemos deixar só pras estrelas de Hollywood: não invente ternos de cores ‘arregaladas’, falta de gravata… Johnny Depp é Johnny Depp e sempre vai se vestir assim. Ricky Gervais… Bem… Próximo! Quando falei das gravatas borboletas, repare na do Adam Levine: é muito grande. Sei que é meio ‘marca registrada’ do Tom Ford fazer essas gravatas borboletas muito grandes, mas a meu ver ficou desproporcional no Adam.

Detalhes que fazem a diferença: Repararam que no Cory Monteith a gravata bem mais fina não incomoda? Mas o que queria mostrar mesmo é outra coisa, um pequeno detalhe: um lenço, aqui em vermelho com bolinhas brancas, ligeiramente aparecendo pelo bolso do paletó. Muito usado antigamente (já viram Mad Men?) hoje em dia alguns tem se arriscado e acho que bem usado faz toda a diferença na produção. No Channing Tatum o lenço veio em branco, clássico e igualmente charmoso.

O diferente que me chamou a atenção: se fosse mesmo pra eu escolher qual usar, escolheria o do Jake Gyllenhaal. Com abotoamento duplo, é mais difícil de usar, mas pra quem tem o corpo em dia como ele, fica ótimo. Dá um ar diferente e vintage, e ele ainda usou como se deve: último botão desabotoado. Barba e cabelo também impecáveis.

Já terminando, o melhor cabelo pra mim: Ewan McGregor. Seu cabelo já tinha me chamado a atenção em seu último filme, Toda Forma de Amor (já viu? Se ainda não, corra pra locar!), e resume bem um estilo atual: bem curto nas laterais e a parte superior mais longa. Repartido perfeitamente na lateral, mas ao mesmo tempo levemente despenteado, como se ele tivesse simplesmente passado a mão no cabelo e ficado ali, como está.

E, finalmente, o mais bem vestido (e centro das atenções da noite): Uggie, o cão do filme The Artist! Pode falar: usou uma gravata borboleta como ninguém!! Um osso de ouro pra ele agora, produção!!
Em mais uma tentativa de poder responder os infinitos e-mails do blog, comecei a separar as perguntas que recebo com mais frequência pra poder responder por aqui. Acho que depois de um tempinho até crio um índice pra facilitar, quê que vocês acham??

Essa chega sempre!! Imagino a aflição de quem está acostumada a se jogar nos brilhos nas festas à noite e recebe um convite para um casamento… Às 11 da manhã!! Mas é tranquilo, olha:

Se você está acostumada aos longos, não se desespere! Dá pra usar o comprimento num casamento de dia, sem problemas! Mas vale prestar atenção ao tecido, que é mais legal se for sem brilho e mais fluido, como os da foto. Sabe o que eu também acho lindo? Usar estampas!! Acho que combina super com o evento nesse horário.

Agora, se você for do meu time e preferir vestidos curtos, é mais simples ainda, porque só de mostrar um pouco de perna o look já fica menos formal, né? Ele pode até ter um semi brilho, ou algum detalhe, mas uma coisa (que vale pra qualquer comprimento) que acho interessante para esse tipo de ocasião é evitar cores muito escuras e o pretinho básico (que dizem não ser adequado a casamentos em qualquer horário, mas eu não vejo problemas em usar à noite) e se jogar nas cores.

E já que a festa tem horário fora do comum, porque não usar alguma coisa que também saia do seu uniforme de festa? Colocar um cinto, usar um sapato colorido, um decote diferente… Vale ser criativa pra fazer a produção ficar interessante sem aquele monte de paetê que a gente adora! Mas olha, é sempre bom lembrar que ainda assim é um casamento…

Então cuidado pra não confundir as coisas e usar uma roupa informal demais (por mais que você ame seu vestido de malha, acho que ele combina mais com um almoço com as amigas do que com um casamento!) e se descuidar do cabelo e maquiagem! É uma boa ideia prender o cabelo, porque festa de dia geralmente envolve áreas externas e por isso, o sol quente! Adorei o cabelo da Amanda Seyfried nas fotos aqui em cima, e acho que qualquer um iria muito bem a um casamento diurno, não acham?
Dezembro, mês difícil de marcar qualquer saidinha com as amigas, né? Parece que TODOS os fins de semana foram tomados por confraternizações de fim de ano! E com tanta turma, e daí tanta festa, chega uma hora que a gente cansa de tanto salto (e surta com a balança, fala sério)!

Eu AMO usar salto, e não é uma coisa que me incomode, mesmo depois de hoooras… Mas sei que não é assim com todo mundo, e a gente já viu um monte de menina apelando no meio da festa e tirando o sapato, ou ainda usando uma simpática (porém fora de lugar!) Havaiana na hora do aperto. Mas gente, a pergunta é: porque não usar sapato baixo mesmo em ocasiões festivas??

Lógico, não tô dizendo pra ir de rasteira em festa de gala, mas na festa de fim de ano da empresa, no amigo oculto com as amigas, ou mesmo na ceia entre família, porque não usar uma sandália baixa (e linda)? Os looks lá de cima, com Blake Lively e as irmãs Olsen super combinariam! E eu sou ainda mais fã das sapatilhas, que com um vestido curto deixam o look ainda mais feminino e româtico… Não acham que os saltos das meninas aqui em cima poderiam ser trocados por uma sapatilha lindinha?

Separei algumas das peças da Flats&Co que super podem virar suas companheiras de festa, e aproveito que já tô falando da marca pra comentar o que algumas meninas vieram me contar… Parece que a empresa teve problemas com a logística no inicinho do seu funcionamento, então teve gente demorou a receber a sua! E putz, bem chato comprar online e ficar vigiando o carteiro, eu sei!! Mas conversei com o pessoal de lá e eles contaram que trocaram a empresa responsável pela entrega, e que vão olhar cada caso com carinho, afinal a marca é nova e tudo que eles não querem é que a gente fiquei com má impressão do site, né? Ainda bem, porque é tanta coisa bonitinha!!
Ano sim, ano também, Woody Allen nos presenteia com mais um filme seu em cartaz. E, se geralmente os filmes do cineasta não são grandes sucessos de bilheteria, inclusive no Brasil, desta vez a história está sendo um pouco diferente, não sei se por causa da escolha da cidade: Paris, ou dos atores escolhidos: Owen Wilson, Rachel McAdams e Marion Cotillard. Fato é que o filme teve uma excelente bilheteria em seu final de semana de estréia no país!

Woody Allen é um dos meus cineastas favoritos. Já assisti demais, estudei demais e até já dei aula só sobre ele! Hahaha! E o que observo (assim como alguns teóricos que já escreveram sobre o diretor) é que o trabalho de Woody Allen, às vezes, parece ser dividido em fases. No início, eram filmes com humor bem rasgado, com muitas piadas físicas (tipo escorregar em uma banana e cair!) e muitas referências e citações a outros filmes e obras importantes para o diretor. Em seguida, Woody Allen começou a desenvolver um humor mais refinado, mais intelectualizado, preocupado com questões existenciais, mais neurótico e hipocondríaco e essencialmente nova-iorquino, digamos assim! Depois Allen foi aprimorando seu estilo e começou a querer experimentar coisas diferentes, voltando seu foco para o drama. Filmes como “Interiores” e “Hannah e suas Irmãs” são bons exemplos dessa fase do diretor, que acabou não agradando muito ao público…

Então, ele volta a fazer o que faz de melhor, comédias, mas sempre tentando inserir algum elemento mais dramático, como que para fazer o público também refletir e não só rir… Mas o que é muito claro é que Allen parece estar sempre repetindo os mesmos temas, tratando as mesmas questões, contando as mesmas piadas. Como se fosse um trabalho constante e sem fim de aprimoramento dos filmes que ele já fez, mas sempre apresentando novas questões, novos elementos, novas maneiras de se olhar para as mesmas coisas.

Atualmente o cineasta começou a desenvolver uma fase que tenho gostado muito, embora ainda não esteja muito bem definida… Parece que o diretor escolhe uma cidade no mundo que gostaria de filmar e escreve toda uma história de acordo com o que sente daquele país, de acordo com a forma com que enxerga a vida e as pessoas de cada local. Começou com “Match Point”, na Inglaterra. Um filme frio e calculista, dotado inclusive de uma certa falta de esperança e de uma maneira muito objetiva e pouco romântica de se encarar a vida. Depois veio “Vicky Cristina Barcelona”, um filme muito mais colorido, com personagens mais vivos, cheios de emoções e confusões, que não deixam de tirar proveito do que a vida tem de melhor.

E agora com Paris em “Meia-Noite em Paris”, Woody Allen pega toda a aura boêmia, romântica e fantástica da cidade e a transporta tanto para a história que está contando quanto para seus personagens! Mais uma vez todos os elementos dos filmes de Woody Allen estão ali: o humor intelectualizado, uma pitada de hipocondria, citações e referências, relacionamentos conturbados e mal resolvidos, questões existenciais… Mas parece que tudo sob uma ótica diferente, como se o filme tivesse passado por um filtro ou uma lente especial. Uma “lente Paris”, que faz com que tudo tenha um toque diferente, um sabor diferente. E encantador, assim como a cidade.

Não vou contar muito sobre o filme porque acho que a graça é realmente não saber muito sobre ele e ir descobrindo-o aos poucos, aproveitando cada piada, identificando cada referência ou citação, deliciando-se com as imagens e encantando-se cada vez mais com a doce história que se desenrola na telona. E foi assim que sai do cinema: encantada com o filme e com a Paris que Woody Allen me apresentou e já ansiando pelo próximo filme do diretor, ano que vem!
PS: E lógico que sai do cinema ansiando por outras coisas também, tais como ver o filme mais umas três vezes, voltar para Paris o mais rápido possível e ter o armário inteiro da Marion Cotillard! Aliás, sai do cinema querendo SER Marion Cotillard! Hahahah!