Stanley Kubrick – A Exposição
03 . 07 . 2011
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Em: No Cinema, Viagem
Lorena Borges


Fui passar férias na França e já tinha anotado no roteiro conhecer a Cinémathèque Française e aproveitar para fazer um post especial pro Chata. Qual foi a minha surpresa ao entrar no site da Cinémathèque e ver que atualmente há uma exposição especial sobre Stanley Kubrick, um dos maiores diretores (e loucos, neuróticos, obsessivos compulsivos etc.) que o cinema mundial já conheceu? Não podia perder de jeito nenhum!

A exposição foi concebida em Frankfurt, na Alemanha, no Deutsches Filmmuseum em 2004 e já passou por outras cidades do mundo (como Berlim e Roma) antes de chegar à Paris, e tem de tudo um pouco: partes diversas dos roteiros originais, folhas de continuidade, material de pesquisa, maquetes, figurinos, pedaços de cenários, vídeos com depoimentos, documentários, equipamentos especiais desenvolvidos para filmes específicos… Uma loucura, principalmente para quem é fã!

Dentre tudo de maravilhoso que tinha na exposição, o que mais gostei foi do figurino das gêmeas e dos machados usados em “O Iluminado” (deu o maior medão, hahaha!), da maquete da sala de guerra de “Dr. Fantástico” (adoro maquetes), do sofá em forma de boca e algumas peças do filme “Lolita”, e fiquei realmente maravilhada com o Oscar que Kubrick recebeu de Melhores Efeitos Especiais por “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Sinceramente? Nunca imaginei que algum dia na minha vida veria um Oscar assim, tão de pertinho! Sensacional!

E a exposição também conta com muitas curiosidades, pelo menos para mim! Por exemplo, todo o material de pesquisa que Kubrick fez ao longo de anos na tentativa de realizar um filme sobre Napoleão, projeto que infelizmente nunca saiu do papel. Não acreditava na quantidade de material que Kubrick conseguiu juntar! Ele mandou fazer uma espécie de arquivo, parecido com aqueles de guardar fichas de papel, que as bibliotecas usavam (ainda usam?) antigamente, para arquivar anotações de tudo o que ele descobria ano a ano. É muita loucura e obsessão numa pessoa só!

Se alguém está em Paris ou vai para lá brevemente – e gostar de Kubrick e Cinema, claro – o programa é imperdível! A exposição fica em cartaz até o dia 31 de Julho. Mas, se alguém for depois dessa data, não precisa ficar muito triste não! Em outubro começa outra exposição sensacional, dessa vez sobre o filme “Metrópolis”, de Fritz Lang. Nem preciso dizer que estou coçando de vontade de ir, né? E sempre fico me perguntando: por que que exposições tão maravilhosas assim não chegam ao Brasil?

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Meia-Noite. Em Paris. Com Woody Allen.
23 . 06 . 2011
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Em: Celebridades, No Cinema
Lorena Borges

Ano sim, ano também, Woody Allen nos presenteia com mais um filme seu em cartaz. E, se geralmente os filmes do cineasta não são grandes sucessos de bilheteria, inclusive no Brasil, desta vez a história está sendo um pouco diferente, não sei se por causa da escolha da cidade: Paris, ou dos atores escolhidos: Owen Wilson, Rachel McAdams e Marion Cotillard. Fato é que o filme teve uma excelente bilheteria em seu final de semana de estréia no país!

Woody Allen é um dos meus cineastas favoritos. Já assisti demais, estudei demais e até já dei aula só sobre ele! Hahaha! E o que observo (assim como alguns teóricos que já escreveram sobre o diretor) é que o trabalho de Woody Allen, às vezes, parece ser dividido em fases. No início, eram filmes com humor bem rasgado, com muitas piadas físicas (tipo escorregar em uma banana e cair!) e muitas referências e citações a outros filmes e obras importantes para o diretor. Em seguida, Woody Allen começou a desenvolver um humor mais refinado, mais intelectualizado, preocupado com questões existenciais, mais neurótico e hipocondríaco e essencialmente nova-iorquino, digamos assim! Depois Allen foi aprimorando seu estilo e começou a querer experimentar coisas diferentes, voltando seu foco para o drama. Filmes como “Interiores” e “Hannah e suas Irmãs” são bons exemplos dessa fase do diretor, que acabou não agradando muito ao público…

Então, ele volta a fazer o que faz de melhor, comédias, mas sempre tentando inserir algum elemento mais dramático, como que para fazer o público também refletir e não só rir… Mas o que é muito claro é que Allen parece estar sempre repetindo os mesmos temas, tratando as mesmas questões, contando as mesmas piadas. Como se fosse um trabalho constante e sem fim de aprimoramento dos filmes que ele já fez, mas sempre apresentando novas questões, novos elementos, novas maneiras de se olhar para as mesmas coisas.

Atualmente o cineasta começou a desenvolver uma fase que tenho gostado muito, embora ainda não esteja muito bem definida… Parece que o diretor escolhe uma cidade no mundo que gostaria de filmar e escreve toda uma história de acordo com o que sente daquele país, de acordo com a forma com que enxerga a vida e as pessoas de cada local. Começou com “Match Point”, na Inglaterra. Um filme frio e calculista, dotado inclusive de uma certa falta de esperança e de uma maneira muito objetiva e pouco romântica de se encarar a vida. Depois veio “Vicky Cristina Barcelona”, um filme muito mais colorido, com personagens mais vivos, cheios de emoções e confusões, que não deixam de tirar proveito do que a vida tem de melhor.

E agora com Paris em “Meia-Noite em Paris”, Woody Allen pega toda a aura boêmia, romântica e fantástica da cidade e a transporta tanto para a história que está contando quanto para seus personagens! Mais uma vez todos os elementos dos filmes de Woody Allen estão ali: o humor intelectualizado, uma pitada de hipocondria, citações e referências, relacionamentos conturbados e mal resolvidos, questões existenciais… Mas parece que tudo sob uma ótica diferente, como se o filme tivesse passado por um filtro ou uma lente especial. Uma “lente Paris”, que faz com que tudo tenha um toque diferente, um sabor diferente. E encantador, assim como a cidade.

Não vou contar muito sobre o filme porque acho que a graça é realmente não saber muito sobre ele e ir descobrindo-o aos poucos, aproveitando cada piada, identificando cada referência ou citação, deliciando-se com as imagens e encantando-se cada vez mais com a doce história que se desenrola na telona. E foi assim que sai do cinema: encantada com o filme e com a Paris que Woody Allen me apresentou e já ansiando pelo próximo filme do diretor, ano que vem!

PS: E lógico que sai do cinema ansiando por outras coisas também, tais como ver o filme mais umas três vezes, voltar para Paris o mais rápido possível e ter o armário inteiro da Marion Cotillard! Aliás, sai do cinema querendo SER Marion Cotillard! Hahahah!

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No cinema: Blockbusters!
13 . 06 . 2011
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Em: No Cinema
A Chata


Todo ano é a mesma coisa: o verão norte-americano vai entrando em cena e os Blockbusters começam a pipocar nas telonas do mundo todo. Sinceramente? ADORO! Hahahaha! Nada mais divertido que um bom “filme pipoca” para aquele domingo à tarde ou para aqueles dias que a gente não quer saber de nada com a dureza, quer mais é ficar com a cabeça leve, leve!

Esse ano parece que todo e qualquer Blockbuster é uma continuação de filmes de grande sucesso no verão norte-americano do ano passado e por aqui alguns desses filmes já estrearam, como “Se Beber, Não Case 2” e “Piratas do Caribe 4”. Ainda não assisti “Se Beber, Não Case 2”, mas “Piratas do Caribe” é bem divertidinho, embora não chegue aos pés dos outros três filmes da série. Acho que já deu, sabem como? Há boatos de que mais dois filmes da série devem sair, mas acredito que tudo dependa de Johnny Depp topar ou não, porque “Piratas do Caribe” sem o Capitão Jack Sparrow não tem graça NENHUMA, né? Ah! Outra continuação que já passou pelas telonas daqui e ainda não consegui ver, mas ADORO, é “Velozes e Furiosos 5”. Ok, ok! Meio momento “eu confesso”! Mas é que apesar de ser mulher e tal e coisa, adoro o lance das corridas de carros e das coisas impossíveis que acontecem nesse tipo de filme! Morro de rir!

Outro filme bastante esperado e que estreou no fim de semana passado foi “X-Men – Primeira Classe”, que conta a origem dos X-Men e um pouco da história de Magneto e Professor Xavier antes dos mesmos defenderem causas diferentes e se tornarem inimigos. Não sei se é porque sou fã dos quadrinhos e dos outros filmes já feitos (menos Wolverine que achei bem ruim), mas acho que é imperdível, pra quem gosta desse tipo de filme.

E o que ainda vem por ai? “Transformers 3”, sem a musa Megan Fox (parece que o sucesso subiu demais à cabeça da atriz e ninguém estava agüentando mais), “Kung Fu Panda 2”, “ Harry Potter 7 – Parte Final” (esse estou aguardando ansiosamente) e, como não podia faltar, “Amanhecer”, o novo filme da Saga Crepúsculo. Mas esse último, para desespero dos fãs, não chega às telonas no verão norte-americano não e sim em novembro. O jeito é aguardar mais um pouquinho, né?

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No Cinema: Branca de Neve e os Sete Anões
19 . 05 . 2011
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Em: No Cinema
A Chata


Acho que não é novidade para ninguém que segue meus textos aqui no Chata de Galocha que sou completamente apaixonada por animações. Acho que é meu gênero cinematográfico preferido e fico muito feliz quando uma nova surge nos cinemas! Não sei se sei dizer qual a minha animação preferida (confusa a frase, não?), porque são muitas e cada uma mexe comigo de uma forma diferente. Porém acho que posso dizer que a que mais significa alguma coisa para mim é “Branca de Neve e os Sete Anões”.

Foi o primeiro filme que me lembro de ter visto no cinema, quando tinha mais ou menos uns 5 anos (tenho que confirmar com minha mãe se as memórias procedem ou se é invencionice da minha cabeça!) e me lembro de ter ficado completamente deslumbrada, com tudo! Os desenhos enormes em movimento, as cores, a tela grande… Claro que já tinha visto desenhos animados em casa, mas é diferente, né?!  Toda a experiência de ir ao cinema pela primeira vez e assistir algo tão sensacional (acho Walt Disney mais que sensacional) foi assim, mágico!

E há cerca de uns 2 ou 3 anos, o Cinemark do Pátio Savassi fez uma mostra infantil e um dos filmes em cartaz era “Branca de Neve”. Não pensei duas vezes se ia ou não assistir! Queria ver como seria a experiência de assistir novamente no cinema o primeiro filme que vi no cinema, cerca de 20 e poucos anos depois (é gente, tô velha). Ó, confesso para vocês que, como sou muito manteiga derretida, já entrei na sala do cinema chorando! Hahahaha! Era muita emoção! E foi só o filme começar que chorei mais ainda, porque toda aquela sensação maravilhosa que me lembrava de ter sentido quando era criança voltou! Não tem nem como explicar!

Mas, depois que essa carga emocional inicial toda passou, comecei a prestar mais atenção nas outras pessoas que estavam comigo e nas crianças que também assistiam ao filme. Achei engraçado notar que meus amigos e eu morríamos de rir em várias partes do filme e que ficamos até mesmo um pouco chocados com outras partes, que achamos meio fortes por ser uma animação e, teoricamente, um filme infantil. Tanto que mais pro final do filme várias crianças menores começaram a chorar e a gritar que queriam ir embora! Ah Senhor Walt Disney! Isso não se faz com as crianças, hahah!

Enfim, todo esse momento “good times” foi porque recentemente um amigo comprou para mim o DVD de “Branca de Neve”, edição especial e dupla, cheia de extras e queria dividir essa história minha (e esse filme) com vocês! Doida para ver tudo e descobrir mais coisas ainda sobre um filme que me é tão especial e querido! Qual o de vocês??

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