Paris em 9 minutos (C’était un Rendezvous!)
14 . 08 . 2011
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Em: No Cinema, Viagem, Video
A Chata

Ainda não teve a oportunidade de conhecer Paris? Já esteve lá e morre de saudades? Que tal um tour por todos os pontos turísticos da cidade em 9 minutos?

Não é um tour qualquer =) O filminho, C’était un Rendezvous (Era um Encontro), é do cineasta Claude Lelouch e foi feito em 1978 (por isso a imagem velhinha e os carros fofos na rua!). O detalhe? A filmagem foi feita com uma câmera instalada numa Ferrari dirigida por um piloto de Fórmula 1, que tinha 10 minutos (era o tempo que o filme durava na câmera!) para fazer o trajeto que começa na Porte Dauphine e vai até a Sacre Coeur. Ele gastou 9, hehehe!
O cineasta foi preso logo que exibiu o filme, porque ele nunca teve permissão para fazê-lo, e dá pra ver que o piloto furou mil sinais, matou um monte de pombas de susto, entrou na contra mão e quase atropelou pedestres! O final é fofo, mas percebem que a gente não vê quem estava no carro? Pois é, Claude nunca contou, porque obviamente o piloto também teria problemas com la police française. Bom tour!


EDIT:
Parece que adoram usar o filme do Claude para fazer clipes! Me mostraram dois já:

Fet et Moi:

E do Snow Patrol:

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No cinema: Especial Harry Potter
21 . 07 . 2011
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Em: No Cinema
Lorena Borges

Foram sete livros, oito filmes, muitos anos (14 desde o lançamento do livro e 10 desde o primeiro filme!), milhares de fãs arrebatados e milhões de dólares arrecadados. Mas uma das séries mais famosas e bem sucedidas, também na literatura, chegou ao fim nas telonas do cinema.

O primeiro livro da série chegou nas prateleiras em 1997 e, desde então, ano a ano milhares de leitores do mundo todo passaram a esperar ansiosamente pelo próximo. A situação não mudou muito quando, em 2001, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” chegou também aos cinemas. Aliás, a situação mudou um pouco sim, porque muita gente que não tinha lido os livros começou a assistir aos filmes, gostou e acabou saindo correndo do cinema direto para a livraria mais próxima para tirar o atraso.

E que delícia foi acompanhar a história do “bruxinho” mais famoso do mundo (tanto no mundo fictício dos livros quanto no nosso mundo real). Assim como os personagens, pudemos acompanhar também os atores e cada filme crescendo, à medida que nós, espectadores (e leitores) também crescíamos juntos. A cada ano a história se tornava mais complexa e menos infantil e acredito que a qualidade dos filmes também foi acompanhando esse desenvolvimento todo… Os efeitos visuais ficaram cada vez mais complexos, realistas e envolventes e houve também um amadurecimento na forma como cada filme foi dirigido. Acho os dois primeiros bem bobinhos e inocentes, e nem poderiam deixar de ser… Harry e seus amigos estão se descobrindo, vendo que o mundo é muito mais do que aquilo que estavam acostumados. E então veio “O Prisioneiro de Azkaban” – meu livro e filme preferido – e tudo ficou MUITO mais sombrio! Principalmente quando resolveram dar a direção para o mexicano Alfonso Cuarón, que lançou um novo olhar sobre os livros e mostrou esse novo olhar aos espectadores, no filme. E, desde então, acho que a qualidade dos filmes só melhorou.

Como não considerar Harry Potter um fenômeno? Já fiz as contas no início do post; são mais de 14 anos que leitores e fãs do filme conversam sobre Harry Potter, lêem e relêem seus livros e aguardam ansiosamente pelo próximo lançamento cinematográfico da série. Aliás, aguardavam, porque a segunda parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, e último filme da franquia, chegou enfim aos cinemas do mundo todo.

Já tinha gostado muito da primeira parte de “HP 7” (como o filme ficou conhecido por ai). Cenas de tirar o fôlego de tão lindas e seqüências de ação de deixar qualquer um – fã ou não – tenso e empolgado. Todo um cuidado para fazer jus não somente ao livro, mas ao Cinema também. Cinematograficamente falando, o filme é excelente e dou destaque pessoal (como não poderia deixar de ser) à maravilhosa animação dentro do filme, que ilustra a história das tais Relíquias da Morte do título.

O último filme não ficou para trás. Passa num segundinho e cada um desses segundos é precioso! Claro que tiveram que adaptar, mudar ou sumir com algumas coisas do livro, para que no filme ficasse mais fácil, rápido e menos confuso. É diferente? Sim! E isso é ruim? Sinceramente? Não acho. Claro que nos livros as coisas são mais detalhadas, explicadas e têm que ser assim mesmo. Mas os filmes pedem um desenrolar e um tempo diferentes. Gostei do resultado. Dentre eles, o que mais me impressionou e emocionou (chorei baldes no cinema!) foi a seqüência da penseira, proporcionada por Severo Snape. Não entrarei em detalhes porque pode ser que alguém ainda não tenha visto o filme ou lido o livro, mas achei sensacional!! Justificou bastante minha escolha de Snape como personagem preferido (e o mais complexo de todos, mais ainda que Voldemort, na minha opinião). Aliás, escolha que não foi só minha, mas de muitos outros fãs, vide pesquisa recente publicada pela Empire.

Enfim, os livros já tinham deixado saudades, mas os filmes ainda estavam por ai, servindo de consolo. Agora é guardar os bons momentos e ler ou ver novamente as aventuras de Harry Potter sempre que bater aquela saudade… E, para quem não leu e/ou não assistiu nada da série, ainda está em tempo. Recomendo demais!!

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No cinema: Bang Bang!
15 . 07 . 2011
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Em: No Cinema
Lorena Borges

Outro dia fui ao cinema com uma amiga e estava comentando que costumo não ter preconceito com nenhum tipo de filme. Gosto de vários gêneros e tento não torcer o nariz para nada, assistindo o máximo que consigo de tudo que me falam que é bom e que “tenho” que ver. Daí comecei a pensar melhor nesse meu discurso e ver se era assim mesmo, se não tinha mesmo qualquer tipo de preconceito e percebi que a coisa não era tão simples assim! Hahaha!

Confesso que não sou fã de faroestes e nunca tenho muita disposição para assistir esse tipo de filme! Pronto falei! Hahaha! Ah, não sei!, acho que a temática não me atrai muito. Primeiro que é uma parte muito específica da história norte-americana, a busca e a conquista do Velho Oeste na época da colonização e afins. Segundo que é muita poeira, sujeira, morte, gente feia (vamos combinar, né? as pessoas são, geralmente, feias e sujas nesse tipo de filme, e também nem tinham como não ser), violência, disputas por terras, judiação com os animais (oi que os cavalos sempre morrem com as flechadas dos índios) e muito bang bang pra lá e pra cá. Acho meio filme de menino demais, sabe? Meu pai, por exemplo, AMA! Se falou que é faroeste, ele quer ver ou já viu, mesmo não sendo muito ligado em Cinema! Mas não é muito a minha praia!

Mas… Toda regra tem sua exceção e, mesmo estando longe de ser meu tipo de filme favorito, simplesmente AMO alguns faroestes! Vamos a eles, que não é só pra falar mal que escrevi o post, tá?

Começo com um clássico não somente do faroeste, mas clássico dos clássicos, daquele tipo de filme que você não pode deixar de assistir (se gostar muito de Cinema, claro): “Era Uma Vez No Oeste”, de Sergio Leone. Mesmo para quem não gosta desse tipo de filme, recomendo, porque é uma verdadeira aula de como fazer Cinema com qualidade. E acho que tem todo um crédito extra por ter sido feito por Sergio Leone, um italiano, e não por um norte-americano.

Outro faroeste imperdível, na minha opinião, apesar do título meio ridículo em português (ainda vou escrever um post sobre isso): “Os Brutros Também Amam”. A fotografia do filme é uma discussão à parte, de tão impecável e maravilhosa. Aliás, esse é um cuidado especial e recorrente em todo filme de faroeste!

E como falar de faroeste e não mencionar Clint Eastwood? Tá certo que não vi muitos faroestes com ele (mas, dos que vi, o preferido é “Os Imperdoáveis”), porque como disse, não é meu gênero preferido. Mas sempre tenho em minhas recordações um Clint bem mais novo, bem durão, todo empoeirado, usando um chapéu na cabeça! Tanto que na recente animação “Rango”, de Robert Rodriguez, um dos personagens é o “espírito do oeste” e, não coincidentemente, claro, tal personagem é a cara de Clint Eastwood! Aliás, recomendo muito “Rango”! O filme é um faroeste revisitado e repaginado (afinal de contas, é uma animação).

E, para terminar o post (enorme, ainda mais se considerarmos que é sobre um gênero cinematográfico que não curto muito! Imagina se curtisse! Ahahaha), alguns faroestes recentes! “Os Indomáveis”, com Christian Bale e Russell Crowe, que ainda não vi, mas tenho curiosidade; o concorrente ao último Oscar, “Bravura Indômita”, dos Irmãos Coen e que é sensacional; a já citada animação “Rango” e “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”, que não é um “faroeste de raiz” (como diria meu marido!), mas também é sensacional e conta com Brad Pitt no elenco, pra tornar tudo um pouco mais atrativo! Ah! E também adoro todo e qualquer filme que relate a história de Billy The Kid. O preferido é “Jovens Pistoleiros” e sua continuação, “Jovem Demais Para Morrer”, com trilha sonora do Bon Jovi! Como não amar? Ahahah!

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Stanley Kubrick – A Exposição
03 . 07 . 2011
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Em: No Cinema, Viagem
Lorena Borges


Fui passar férias na França e já tinha anotado no roteiro conhecer a Cinémathèque Française e aproveitar para fazer um post especial pro Chata. Qual foi a minha surpresa ao entrar no site da Cinémathèque e ver que atualmente há uma exposição especial sobre Stanley Kubrick, um dos maiores diretores (e loucos, neuróticos, obsessivos compulsivos etc.) que o cinema mundial já conheceu? Não podia perder de jeito nenhum!

A exposição foi concebida em Frankfurt, na Alemanha, no Deutsches Filmmuseum em 2004 e já passou por outras cidades do mundo (como Berlim e Roma) antes de chegar à Paris, e tem de tudo um pouco: partes diversas dos roteiros originais, folhas de continuidade, material de pesquisa, maquetes, figurinos, pedaços de cenários, vídeos com depoimentos, documentários, equipamentos especiais desenvolvidos para filmes específicos… Uma loucura, principalmente para quem é fã!

Dentre tudo de maravilhoso que tinha na exposição, o que mais gostei foi do figurino das gêmeas e dos machados usados em “O Iluminado” (deu o maior medão, hahaha!), da maquete da sala de guerra de “Dr. Fantástico” (adoro maquetes), do sofá em forma de boca e algumas peças do filme “Lolita”, e fiquei realmente maravilhada com o Oscar que Kubrick recebeu de Melhores Efeitos Especiais por “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Sinceramente? Nunca imaginei que algum dia na minha vida veria um Oscar assim, tão de pertinho! Sensacional!

E a exposição também conta com muitas curiosidades, pelo menos para mim! Por exemplo, todo o material de pesquisa que Kubrick fez ao longo de anos na tentativa de realizar um filme sobre Napoleão, projeto que infelizmente nunca saiu do papel. Não acreditava na quantidade de material que Kubrick conseguiu juntar! Ele mandou fazer uma espécie de arquivo, parecido com aqueles de guardar fichas de papel, que as bibliotecas usavam (ainda usam?) antigamente, para arquivar anotações de tudo o que ele descobria ano a ano. É muita loucura e obsessão numa pessoa só!

Se alguém está em Paris ou vai para lá brevemente – e gostar de Kubrick e Cinema, claro – o programa é imperdível! A exposição fica em cartaz até o dia 31 de Julho. Mas, se alguém for depois dessa data, não precisa ficar muito triste não! Em outubro começa outra exposição sensacional, dessa vez sobre o filme “Metrópolis”, de Fritz Lang. Nem preciso dizer que estou coçando de vontade de ir, né? E sempre fico me perguntando: por que que exposições tão maravilhosas assim não chegam ao Brasil?

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