Mixtape: Indie Rock!
03 . 05 . 2013
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Em: Casamento, No iPod
Lu Ferreira


Chegou mais uma mixtape do Bizafra, o DJ que vai tocar no meu casamento. Essa é a segunda que ele enviou pra gente (a primeira eu postei semana passada, já escutou?), dessa vez com músicas que vão mais pro Indie Rock. Tá animadinha, viu? Clica pra ouvir:

Achei uma fofura sem fim ele ter feito isso, só que acho que tá contribuindo ainda mais pra minha ansiedade… Agora além de querer que dia 11 chegue logo, tô ansiosa pra ouvir a última playlist, hahahahah!

No Ipod: Nouvelle Vague
27 . 04 . 2013
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Em: No iPod
Júlia Ferreira


Algumas músicas têm o poder de mudar nosso humor e trazer sensações gostosas que estavam guardadas no fundo da nossa memória, né? Nouvelle Vague, um coletivo de música francês, consegue fazer isso comigo! A banda existe há dez anos e traçou sua carreira fazendo releituras de clássicos do punk-rock e new-wave com muitas pitadas de bossa-nova e outros estilos sessentistas. O próprio nome da banda, “nova era onda” em francês, já é uma dica do que pode se esperar de um grupo de músicos que está sempre em transformação e que faz das misturas musicais de antigamente o seu grande sucesso.

Criado por Olivier Libaux e Marc Colin, a nova abordagem de canções clássicas conseguiu reunir em um mesmo lugar diversos artistas do cenário musical francês e mundial. A banda, que está constantemente mudando sua formação, tem angariado fãs por todo o mundo com suas versões intimistas e estética boêmia, tendo como resultado de toda essa mistura um som diferente do que se está acostumado. Difícil não se emocionar ao ouvir as versões de The Killing Moon, de Echo & the Bunnymen e Heart of Glass, super clássico do Blondie.

As várias parcerias já renderam ao coletivo quatro álbuns, sendo o ultimo apenas de canções francesas, e também quase 1 milhão de cópias vendidas em todo o mundo. O último projeto criado pela banda, um musical chamado “Dawn os Innocence”, passou pelo Brasil no final do ano passado e mais uma vez surpreendeu o público por sua impecabilidade. Através do olhar do estilista Jean-Charles de Castelbajac (quem se lembra do vestido de sapos de pelúcia da Lady Gaga??), a banda interpreta em um espetáculo de imagens e luzes e as 18 músicas dos anos 80 ilustradas pelo designer, reunindo no palco música, arte e moda.

A mistura de várias estéticas em suas musicas e também a constante mudança de vocais femininos acabou criando um visual ímpar nos integrantes da banda. A influência francesa está em todo lugar, como por exemplo no visual burlesco visto nas montagens dos shows de “Dawn os Innocence” mas claro, sempre com um toque moderno que com toda certeza faz da Nouvelle Vague uma banda única e fantástica!

Mixtape: no clima do fds!
26 . 04 . 2013
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Em: Casamento, Destaques, No iPod
Lu Ferreira


Olha que coisa mais fofa: cheguei ontem de tarde em casa e vi que tinha recebido um e-mail do DJ que vai tocar no casamento, o Bizafra. Bizafra é cenógrafo, amigo de amigos da faculdade de design e também ajudou na hora da cenografia do casamento. O tal e-mail era o link para uma mixtape que ele fez pra nós, dentro de um dos temas que a gente conversou. De acordo com ele, pra ir entrando no clima! Tem coisa mais querida?

E como hoje é sexta feira, dá pra todo mundo ir entrando no clima do final de semana com a seleção dele! Divirtam-se:

No ipod: Esperanza Spalding
05 . 04 . 2013
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Em: Celebridades, No iPod
Júlia Ferreira

Esses dias de chuvinha tímida parecem ter sido feitos sob medida para escutar Esperanza Spalding. A moça, nascida no estado do Oregon, nos Estados Unidos, faz um som impregnado dessa alma jazzística que faz a gente começar a balançar o corpo sem perceber, música que faz o coração ficar quentinho. Quem ainda não ligou o nome à figura, com certeza vai soltar um “ah! mas é claro que é ela!” quando olhar para uma foto da menina de vasta cabeleira ao lado de seu contrabaixo. Sem dúvidas, a imagem da Esperanza é tão forte quanto suas composições e a forma leve e apaixonada com que se apresenta no palco.

Esperanza é a primeira e única jazzista a ganhar um Grammy na categoria Artista Revelação. Em 2011, deixou para trás os indies Florence and the Machine e Mumford and Sons, o rapper Drake e o queridinho Justin Bieber. No entanto, ela está longe de ser só mais uma amante da música de New Orleans. Talvez a culpa seja de seu DNA multicultural: seu pai é afro-americano e sua mãe é descendente de índios nativos norte-americanos, de galeses e de hispânicos.

Para completar o caldeirão, ela é uma fã incondicional da nossa música popular brasileira (sua versão para Ponta de Areia, do Milton Nascimento, é dessas pérolas que a gente coloca no repeat). Uma vez ela chegou até a comentar que “com canções em português, o fraseado da melodia está intimamente ligado à língua e isso é lindo”. Dá um gostinho todo especial ir escutando as faixas de seus álbuns e, do nada, se deparar com uma letra em português! No fim das contas, todo mundo se reconhece um pouquinho em sua música e isso é fantástico!

O curioso é que a Esperanza veio do universo da música clássica. Ela chegou a tocar violino por anos na Sociedade de Música de Câmara de Oregon e diz ter descoberto sua vocação quando assistiu aos quatro anos de idade a uma apresentação do violoncelista Yo-Yo Ma em um programa para crianças chamado Mister Rogers’ Neighborhood. Além disso, ela estudou no prestigiado Berklee College of Music (onde também estudou o Psy, de Gagnam Style, hahaha!). Tudo isso poderia ser difícil de chegar ao grande público, mas é aí que entra o carisma da Esperanza, que faz com que essa barreira vá se dissolvendo bem rapidinho e, quando a gente menos percebe, estamos lá achando tudo sensacional!

Em uma entrevista para a revista InStyle Esperanza disse que ama a música porque ela acaba sendo uma soma de muitas das suas influências . O mesmo pode ser dito do seu senso de moda, a começar pelo super black power! Ela adora um salto, mas costuma se apresentar com os pés descalços. Não dispensa elementos étnicos, mas é sempre vista com peças de alfaiataria, bem clássicas. E é assim, nesse sincretismo de estilo, que a Esperanza Spalding acaba sendo muito fiel a ela mesma.