
De uns tempos pra cá a gente tem tido a sorte de termos várias colaborações de designers famosos com marcas compráveis, já repararam? No finzinho do ano passado teve Oskar Metsavaht para Riachuelo, Maria Bonita Extra para C&A… Daqui a pouco chega a coleção da Stella McCartney para C&A também, e assim a gente vai tendo a oportunidade de comprar peças de design legal por um preço menos assustador do que nas etiquetas originais (alguém já entrou na MBE?? Gente, adoro, mas quase caio pra trás).

Muitos estilistas acabam indo além, e fazem outras linhas de produtos: Marc Jacobs já lançou até livraria, mas por aqui a gente pode aproveitar as parcerias que Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch já fizeram com a Tok&Stok, e decorar a casa com as peças que têm o estilo de cada um. Ronaldo é super divertido, as peças são coloridas e as ilustrações soltas, já Herchcovitch é mais sombrio e, lógico, estampa sua caveira até em canecas. ADORO essa caneca dele e ensaio há tempos comprar, mas gente, nunca preciso de canecas! Hahah, elas brotam aqui em casa, vai saber…

E esses dias foi lançada a coleção especial de utensílios do Kenzo, estilista japonês que muita gente deve conhecer mais pelo perfume (adoro esse frasco!), para a Caras. A marca foi fundada nos anos anos 70, e ganhou fama logo. Em 93, entrou para o grupo LVMH (que tem tipo metade do mundo fashion, nunca vi!), e o estilista se aposentou em 1999, deixando a direção criativa da marca, que hoje esta nas mãos de Antonio Marras.
São mais de 40 peças na coleção especial (pratos, hashis, bowls e por aí vai), todos com a gravação do ideograma “Sonho”, que representa a filosofia de vida de Kenzo. Para ter a coleção, é só comprar a revista nas bancas semanalmenteou fazer uma assinatura (com desconto!) e receber em casa. Design por menos, quem não curte?
Quando cismo com alguma coisa, cismo mesmo, não tem jeito! Obsessão define, haha! Hoje vou falar do terceiro filme que concorre ao Oscar de Melhor Longa Metragem de Animação, ao lado do maravilhoso “Toy Story 3” e do fofo “Como Treinar Seu Dragão”: “L’illusionniste” ou “O Mágico”, título em português do filme.

“O Mágico” é o segundo filme do diretor Sylvain Chomet (o primeiro foi o sensacional “As Bicicletas de Belleville”) e tem como roteiro uma adaptação de um roteiro inacabado do famoso cineasta francês Jacques Tati. Aqui cabe um parênteses para um momento “eu confesso”: nunca assisti nenhum filme de Tati, nem o mais famoso e comentado “Meu Tio” (que, aliás, tem um dos cartazes de filmes mais lindos que já vi)!
O filme começa em 1959 e conta a história de um ilusionista chamado Jacques Tatischeff e sua constante busca por novas platéias Europa afora, uma vez que o público parece cada vez menos interessado em mágicas e mímicas, e busca por novidades como shows de rock. Em uma de suas andanças atrás de trabalho, Tatischeff acaba conhecendo Alice, que acredita que suas mágicas são verdadeiras e não truques ou ilusões de ótica e passa a seguir o mágico onde quer que ele vá, fazendo com o que o mesmo acabe virando uma espécie de pai da garota, fazendo de tudo para que continue feliz e acreditando no mundo de fantasias que ela mesma criou.

Ao longo do filme (que definitivamente não foi feito para crianças) vamos acompanhando o desenvolvimento do relacionamento do mágico e da jovem e também a constante busca do mágico de se manter ativo, porém com dignidade (o que nem sempre é fácil). E vemos também como várias coisas consideradas como “velhas” ou “antiquadas” vão sendo substituídas pelas novidades, pelas coisas mais “modernas”… É de cortar o coração!

“O Mágico”, além de ter ecos no trabalho de Tati (vale prestar atenção numa cena na qual o mágico se esconde dentro de um cinema, por exemplo), acaba sendo um pouco a história de sua vida também… A começar pelo nome do personagem principal, Jacques Tatischeff, o nome verdadeiro do cineasta. Além disso, a aparência física do personagem também foi claramente inspirada nele. Outro ponto biográfico é que Jacques Tati começou sua carreira artística como mímico e durante um bom tempo tentou fazer sucesso se apresentando em teatros de Paris. E outro aspecto interessante e rico do filme (mas só fui pensar nisso depois que li a crítica de Pablo Villaça) é o paralelo que o diretor Sylvain Chomet faz com “Alice no País das Maravilhas”.
Assim como “As Bicicletas de Belleville”, “O Mágico” não tem diálogos, apenas alguns grunhidos emitidos ocasionalmente pelos personagens, alguns inteligíveis, outros nem tanto… É um filme poético, artístico, melancólico e muito, muito triste. Não é um filme fácil, principalmente para crianças. Mas, na minha opinião, um filme que merece ser visto e apreciado. Como uma obra de arte!
PS I: Assistam ao filme até o final, mesmo! Depois dos créditos tem uma cena extra ;)
PS II: Só pra falar que aqui nessa maravilha de cidade que é BH, O Mágico ficou só UMA SEMANA em cartaz! Mas acho que o filme é mesmo imperdível e aconselho as pessoas a baixarem na internet para assistir! Nossa, fico p. com esse tipo de coisa! UMA SEMANA!


Uma das maquiagens que mais me impressionou na SPFW foi a do André Lima. Muita cor, muito brilho, enfim, dá pra ver, né?

Fotos: Leo Horta
Claro, super legal pra passarela, super coerente com o tipo de roupa desfilada, mas será que dá pra arriscar sair por aí com algo parecido? Eu resolvi tentar, e mostro aqui o passo a passo da make que fiz inspirada pela beleza do desfile:

1 – A primeira coisa a fazer é aplicar sombra roxa na pálpebra móvel. No desfile, eles usaram um pigmento da MAC, por isso o efeito impressionante, mas na vida real a gente é um pouquiiiinho mais discreta, né? A minha é Sephora e apliquei com parcimônia.
2 – Aí você aplica sombra verde na linha d’água. Eu usei esse pincel fininho, molhado, e uma sombra Duda Molinos.

3 – Aí apliquei um pouco de sombra preta no canto externo, naquele “V” imaginário, sabe? Mas foi beeeem pouquinho, porque isso foi feito de manhã =D
4 – Pra terminar de colorir, resolvi trocar o dourado usado no desfile, no canto interno, por um rosinha brilhoso… Mais discreto, eu não ia dar conta de MAIS uma cor, haha!

5 – E por fim, rímel, né? Usei a Big Eyes.

E pronto! Admito que estava receosa quando comecei, heheh, mas usei durante um dia normal e as pessoas nem me olharam torto na rua! Vocês usariam?