Quem frequenta o Chata há mais tempo deve se lembrar da Lu falando um pouquinho sobre Cat Power, cantora americana que há anos figura no meu top 3 de cantoras preferidas. A cantora já é velha de guerra e lançou em toda sua carreira nove álbuns bem bonitos, que têm um estilo mais indie rock melancólico. Falando assim dá até um pouco preguiça de escutar, mas garanto que as músicas dela são fantásticas e com (quase) toda certeza acho que vocês também irão gostar do estilo da Cat Power.

Ela nasceu já no meio da música, sua mãe é pianista, e desde muito cedo conviveu com pessoas do cenário musical que acabaram influenciando seu trabalho como cantora. Depois da sua mudança para Nova York ela começou a abrir os shows de alguns artistas locais e finalmente lançou seus dois primeiros álbuns, Dear Sir e Myra Lee. Confesso que conheço pouco do início da carreira de Cat Power, e comecei a me interessar por ela já no seu 6˚ álbum, You are Free que ela gravou em 2003. É nele que você encontra duas das músicas mais famosas dela, He War e I Don’t Blame You. O álbum seguinte, The Greatest é também ótimo e tem a minha música favorita, homônima ao álbum. É tristinha, sofriiida, mas linda. Daquelas que é gostoso ouvir quando não estamos muito bem, sabe? Outra faixa que segue a mesma linha é Maybe Not.
Ano passado, depois de vários anos sem divulgar material novo, a cantora lançou Sun, um álbum que causou um certo espanto para seus fãs antigos. Com um estilo totalmente diferente de seus outros trabalhos, Sun trocou o indie melancólico por um trabalho mais ousado, com direito a muito sintetizador, como é possível ver nas faixas Real Life e Always on My Own. Gostei de ver esse novo lado da Cat, até mesmo porque quem acompanha a cantora há mais tempo sabe que ela vinha enfrentando alguns problemas pessoais que estavam prejudicando seu trabalho.

No estilo pessoal, Cat Power é bem básica, de só ser vista de camisa e jeans. Tão básica que em 2010, quando acompanhei um show dela aqui no Brasil, percebi por fotos que ela estava com a MESMA roupa, um jeans e uma camisa azul, em todos os shows que fez nessa temporada por aqui, hahaha! Mas nos últimos anos ela deu a louca e mudou um pouco o estilo, principalmente nos cabelos, antes compridos e com uma franja linda, por um curto platinado meio duvidoso. Nas roupas ela também ficou mais moderninha, adotou um pouco de couro e resolveu investir mais pesado na maquiagem.

Acho que independente de que estilo (pessoal e principalmente musical) que ela decidir seguir, vou sempre guardar com carinho as músicas dela, por terem feito parte de uma época gostosa da minha vida! :) Você também tem isso de “guardar” músicas e cantores mesmo depois que eles mudaram seu estilo?

Não tenho certeza se foi Florence Welch que iniciou a recente moda dos cabelos vermelhos na música, mas vocês já notaram o tanto de cantoras ruivas que têm aparecido por aí? Uma delas é a inglesa Karen Elson, que além de cantora é uma modelo super famosa que já desfilou para marcas como Louis Vitton, Christian Dior, Alexander McQueen e Chanel. Pouco talento, né? Além disso ela também foi casada com Jack White, da extinta banda White Stripes (triste ver uma banda tão boa acabar).
Apesar de ter participado como cantora convidada no álbum de vários artistas conhecidos, foi só em 2010 que ela se juntou ao The Citizens Band, um grupo de cabaret em Nova York. Nesse mesmo ano ela também lançou seu primeiro disco solo, The Ghost Who Walks, que recebeu várias críticas positivas. O single que recebe o mesmo nome do álbum é de longe a música mais legal! É um misto de folk com gótico (se é que isso existe!), mas é possível perceber em todas as músicas e nos vídeos um lado mais obscuro de Karen. O clipe de The truth is in the dirt é um dos que tem esse lado dark mais evidenciado, já que mostra o próprio funeral da cantora. Mas juro que o clipe é lindo, assiste! Outra música sensacional é In trouble with the Lord, que já tem um lado mais rock and roll. Pretty Babies é uma canção mais calminha e mostra um lado diferente dela.

Por ser do mundo da moda, o estilo de Karen é bem refinado e, digamos, um pouco excêntrico. Ela usa peças que lembram desde o folk americano até aquelas head bands que remetem os anos 20. Com certeza o que mais chama atenção na sua aparência é o cabelo DEUSO vermelho, que chama atenção em qualquer lugar que ela passa. Karen também é adepta de uma maquiagem bem feita e vira e mexe é possível vê-la por aí desfilando com o bom e velho batom vermelho.

O que vocês acharam do estilo da Karen? Já conheciam?

Eu adoro conhecer bandas diferentes, e em uma dessas minhas buscas acabei conhecendo o First Aid Kit, uma dupla é formada por duas irmãs suecas, Johanna e Klara. Mesmo sendo super novinhas (Johanna tem 22 anos e Klara acabou de fazer 20), elas já fazem sucesso desde 2008, quando colocaram no YouTube um cover de Tiger Mountain Peasant (dos Fleet Foxes).

O primeiro álbum das irmãs, The Big Black & The Blue, foi lançado no início de 2010 com críticas super positivas para a música das meninas. As faixas são recheadas de um folk mais docinho, como a ótima Heavy Storm, que como o próprio nome diz, é uma das mais densas do álbum. Em 2012 saiu o segundo álbum das irmãs, que diferente de seu antecessor, chegou com uma sonoridade mais sóbria e madura, o que já dava pra imaginar pela própria evolução pessoal de Johanna e Klara. Lion’s Roar é um álbum que envolve e leva seu ouvinte a relembrar as raízes do country norte-americano. Minhas preferidas são Wolf, Lion’s Roar e Emmylou, sempre acompanhadas de banjos e violinos.
O estilo folk das letras da dupla também é muito presente na forma como Johanna e Klara se vestem. Além de lindas, as irmãs estão sempre bem arrumadas, se vestindo com tendências country, mas sem serem caricatas. Muitas botinhas, estampas floridas e acessórios com pedras podem ser vistos no guarda-roupa delas.

Já conheciam o First Aid Kit?