Na TV Entrevista: Pedro Neschling
23 . 07 . 2010
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“Carioca, flamenguista, maníaco por informação, pizza e coca-cola, Pedro Neschling é inquieto e sempre interessado em novos desafios.” Essa é a descrição de Pedro Neschling no perfil de seu blog, Vivendo a Revolução. Ano passado Pedro estreou com Maria Flor e Bernardo Marinho o seriado “Aline”, baseado nas tirinhas do cartunista Adão Iturrusgarai. Com 7 episódios, foi um grande sucesso na grade da Rede Globo (e já está disponível em DVD!) e foi renovada para voltar ao ar em outubro (data ainda a confirmar) com mais sete episódios inéditos.

Fiz uma mini entrevista com o Pedro, que adianta um pouco de como está a produção da segunda temporada de “Aline”, conta um pouco sobre o seu trabalho como ator e a visão de quem trabalha em televisão.

Chata de Galocha – “Aline” se tornou um seriado após um especial. O sucesso foi tão grande que ganhou uma temporada inteira. Como estão os preparativos para a segunda temporada?

Pedro Neschling – Tudo indo super bem, dentro do cronograma. Ficou decidido logo ao fim da primeira temporada que voltaríamos esse ano no mesmo esquema do ano passado. Agora os textos novos estão ficando prontos e em agosto entraremos em produção.

C.G -Vocês começarão a gravar a segunda temporada em agosto, vai ter algo diferente na estrutura da série? Algum novo personagem que você possa adiantar para as leitoras do blog?

P.N -Nós ainda não recebemos os textos da temporada, não posso adiantar nada. Mas nas reuniões que tivemos com o diretor e o autor do programa, conversamos muito sobre manter a mesma pegada da primeira temporada e tentar ousar ainda mais na linguagem.

C.G -Na ocasião da estréia do seriado “Aline”, você falou no Vivendo a Revolução que estava realizando um sonho. Uma das razões era por ser fã do formato Norte Americano das séries. E agora, como o sucesso da série e a confirmação da segunda temporada, como anda a segunda parte da concretização desse sonho?

P.N – O sonho continua! Foi um barato ter sido chamado para participar desse projeto que é de certa forma inovador na Globo, na TV aberta. E sabemos das dificuldades de se manter numa grade tão disputada como a da Globo. Ter obtido sucesso na primeira temporada a ponto de garantir imediatamente a segunda foi uma grande realização para todos os envolvidos em “Aline”. Agora temos outro desafio: manter a qualidade e satisfazer a expectativa do público na nova fase. Isso é muito instigante também. Tomara que consigamos.

C.G -Qual a diferença em fazer seriado e novela? A forma de atuar muda de um formato pra outro?

P.N – Cada trabalho depende muito do ritmo da história e do tom empregado no todo. “Aline” tem cenas curtas, diálogos ágeis, pede um ritmo acelerado. É uma comédia sem forçar piada. Procuramos nos preparar para isso. Já fiz novelas que exigiam outro tipo de interpretação… Isso depende muito de trabalho para trabalho. Já o ritmo de gravação é completamente diferente de novela para seriado. Novela tem que gravar um capítulo por dia, já no seriado temos meses pra gravar poucos episódios.

C.G- Como acontecem as negociações para uma nova temporada? A audiência é o fator mais importante? Em qual momento os atores se envolvem?

P.N – É uma decisão da direção da emissora. Vários fatores são levados em conta, e claro que a audiência conta, assim como a avaliação artística. Nós atores não estamos envolvidos nesse processo, só somos informados das decisões.

C.G -Como amante do formato Norte Americano e fã dos bons seriados brasileiros, faço uma observação crítica: Considero que a TV brasileira produz ótimas séries de comédia e drama cotidiano (Ex: A grande família, Os Normais, Aline, Mulher…), o que não acontece com seriados de ação/suspense, onde tudo parece um pouco “fake”, como se ainda faltasse uma maturidade na produção do estilo… Você concorda?

P.N – Acho que a linguagem do seriado no Brasil sempre esteve mais ligada ao sitcom mesmo, à comédia. Sempre houve uma produção muito menor em outros gêneros, e acho que é natural que demore um pouco até que as coisas se equalizem. Mas acho que a qualidade das últimas produções nacionais de ação já é muito boa. Entra também uma questão de gosto… Eu tendo a gostar mais de comédia.

C.G.-Qual teu estilo de seriado favorito? Sei que “Pânico” (Scream) é uma das tuas referências no cinema. E na TV? Qual o primeiro seriado que você lembra de ter assistido e se apaixonado?

P.N. – “Pânico” foi o filme que me fez decidir que queria fazer cinema quando ainda era um adolescente. Era fanático por filmes de terror. Quando eu era adolescente assistia “Dawson’s Creek” como se fosse a missa. Amava! Mas antes disso eu já adorava ver “Minha Vida de Cão”, era apaixonado pela Claire Danes. Sem falar em “Anos Incríveis”, Kevin Arnold e Winnie Cooper! Aí vieram as comédias “Seinfeld”, “Friends”…

C.G -Qual série/programa (s) você acompanha atualmente?

P.N – Eu sou totalmente old school. De uns tempos pra cá, por falta de tempo, deixei de acompanhar as novidades, o que me deixa bem triste. Não tenho hábito de comprar DVD’s das temporadas, nem de baixar, então fiquei meio perdido. A série atual que eu mais acompanhava, e isso já faz tempo, era The Office. Mas já estou defasado lá também.

C.G -Qual (is) seriado (s) do coração, aquele que você assiste um milhão de vezes, lembra das situações e recomenda pra os amigos?

P.N. – Não consigo imaginar nada tão perfeito e delicioso quanto “Friends”. Não importa onde eu esteja, quantas vezes já tenha visto o episódio, sempre paro para assistir novamente. É perfeito!

Obrigada Pedro!


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